Licença Maternidade: Céu ou Inferno?

Antes mesmo do meu filho nascer, eu conversava com o meu marido sobre se pediríamos para nossas mães se revezarem em casa e nos ajudarem durante esses primeiros meses. Discutíamos se valeria a pena, se não seria muito invasivo tê-las por perto, se perderíamos nossa liberdade, se interfeririam muito na nossa forma de cuidar e criar, e mais um milhão de outras perguntas e ponderações. Ao final, havíamos combinado que começaríamos tentando nós mesmos, e que se ficasse muito difícil nós pediríamos a ajuda delas.

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Mas conforme relatado no post anterior, as coisas não saíram bem como planejamos, então minha mãe veio direto do hospital para nossa casa, e juntos com as demais pessoas da família citadas passaram a se revezar nos cuidados a mim e ao nosso filho.

Após 2 semanas, eu tirei a sonda, e então finalmente pude me dedicar a tão sonhada maternidade, porém neste mesmo período, meu marido voltou a trabalhar e eu não me sentia segura para ficar sozinha com o Fabio. Já que até aquele momento, como fiquei de cama, não havia trocado fralda, nem colocado dormir no berço, nem dado banho, nada assim…. então pedi para minha mãe ficar comigo e obviamente que ela não hesitou por um segundo em me ajudar. Minha sogra também sempre esteve presente, afinal era seu primeiro neto e ela estava animadíssima com a oportunidade de poder ajudar a cuidar do neto.

Foi importantíssimo a ajuda delas e ir ganhando confiança em como cuidar de um bebê tão frágil. Outro fator fundamental em todo esse processo, foi o fato do meu marido ter sido muito aberto a ideia de ter minha mãe conosco e ter entendido que aquilo era muito importante para mim naquele momento. Eles sempre se deram muito bem, mas de novo, a ideia inicial não era ter ninguém por perto, mas ele teve sensibilidade de entender a situação e por isso, não precisei ficar dividida entre ele e minha mãe.

Esse foi um outro aprendizado enorme que eu tive durante esse período. Para este momento da licença maternidade ser gostoso é imprescindível que você tenha paz, pois a nova rotina já é tão caótica, que se você não tiver minimamente tranquilidade no convívio com o entorno fica impossível aproveitar.

É muito particular de cada casal decidir como prefere passar por esse período intensivo de adaptação e aprendizado. Não existe jeito certo ou errado, você deve ter liberdade para escolher e eventualmente rever sua decisão conforme a situação exigir.

Tem muita gente que acha que ter os pais por perto ajudando é sinal de fraqueza ou incompetência e isso não tem absolutamente nada a ver. Por outro lado, existem casais mais práticos e mais reservados, que preferem passar por esses momentos sozinhos, e também não existe absolutamente nada de errado com isso. Enfim, o importante é criar um esquema que te permita estar em paz.

Resumo da lição aprendida neste segundo post: discuta com seu parceiro a forma como preferem passar por esse período de adaptação. Não existe regra e nem jeito certo, o importante é ser feliz e garantir que esse momento, apesar de difícil e imprevisível, seja positivo e uma experiência prazerosa ao ser lembrada.

E você? Qual foi o esquema que melhor funcionou para você neste período? Que aprendizados ou sugestões você tem para quem está decidindo?

 

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