Como é possível conciliar maternidade e carreira?

O que é necessário para ser uma mãe e uma profissional realizada?

Se você chegou até aqui é porque tem essa dúvida ou ainda está vivendo aquele conflito se volta a trabalhar, se continua trabalhando…

Hoje eu vou contar então um pouco da minha experiência depois de 3 bebês e quais foram os meus aprendizados no meio disso tudo.

Quando o assunto é vida profissional e maternidade, vale reforçar…

Que cada uma de nós vive um conjunto de circunstâncias que estão sempre mudando, então tanto as nossas experiências na maternidade, como para quem concilia maternidade e carreira, são diferentes.

Não existe uma regra de sucesso que possa ser aplicada a todas nós, portanto….

  • Sua mãe vai opinar, suas amigas, seu marido, sua sogra, mas a decisão precisa ser sua. Você não vai querer carregar esse arrependimento depois de ter seguido o que alguém disse, mas que no fundo, não era o que o seu coração estava pedindo.
  • Nenhuma decisão é definitiva. Se você decidir se dedicar 100% à maternidade, se isso faz sentido para você neste momento e depois de um tempo você sentir que é hora de voltar, você volta! É simples? Não! Mas pelo menos você seguiu o seu coração.

Claro que se você optar por isso, eu te recomendo que se mantenha atualizada no que está acontecendo no mercado, que faça cursos e se mantenha intelectualmente ativa.

É muito fácil a gente ficar de coque o dia todo, com a galinha pintadinha na cabeça e se deixar engolir pela rotina.

Como foi comigo…

Bom, comigo no primeiro filho eu trabalhei a gestação inteira e tinha certeza de que voltaria depois da licença.

A minha mãe parou de trabalhar quando o meu irmão nasceu e eu cresci vendo a minha mãe super realizada com a família e frustrada na mesma proporção em relação à carreira.

Eu tinha isso bem claro para mim. Vai ser bem tranquilo; bebê nasce, curto muito e volto a trabalhar.

Bom, meu bebê nasceu, os três meses de licença passaram voando – aqui nos Estados Unidos não tem licença maternidade e a empresa que eu estava na época, oferecia 1 mês remunerado e 2 não.

Só que quando acabou a licença, eu não tive coragem. Eu queria ficar com ele.

Eu conversei com o meu marido e ele fez uma coisa muito legal que eu acho que todos os parceiros deveriam fazer. Ele não deu a opinião dele.

Ele disse que qualquer que fosse a minha decisão ele me apoiaria e isso foi muito legal para que eu mesma descobrisse o que eu queria.

E eu fiquei com o meu bebê até o momento que eu senti que precisava voltar.

Assim que ele nasceu, eu soube que ser mãe era a minha vocação.

Eu sempre tive muita energia e ali 100% com o meu bebê, foi demais.

Eu fazia um milhão de atividades, preparava várias papinhas super criativas, levava para passear, para fazer várias atividades com outros bebês… mas depois de um tempo, eu soube também que eu precisava desse outro lado, do lado profissional.

Eu já ouvi outras mulheres dizendo que o parceiro delas disse que teriam que voltar a trabalhar, que mãe 100% do tempo não combinava com elas e até um tempo depois, elas diziam ter sido a melhor coisa que fizeram, mas por um bom tempo, elas carregaram essa mágoa do parceiro.

Já vi outras também que optaram por serem mães 100% do tempo e sentiam que não tinham apoio do parceiro.

Portanto, se você puder fazer a escolha voltar ou não por você e não por pressão, acho incrível, mas nem por isso é mais fácil.

Mesmo a escolha tendo sido minha, foi bem difícil para mim lidar com os pensamentos conflitantes que eu tinha na época.

Na minha cabeça, a minha mãe abriu mão da carreira para cuidar de nós. Não seria isso que eu deveria fazer? Mas ao mesmo tempo, ela viveu frustrada com aquilo.

Neste momento de dúvida, a gente começa a procurar referências e eu não tinha exemplos próximos de mulheres que eram mães presentes e realizadas profissionalmente.

Era como se a sociedade dissesse: ou você é uma coisa, ou outra. Os dois não dá!

Mas dá sim, e eu só fui entender isso no terceiro filho.

Quando a gente faz as próprias escolhas, as coisas são muito mais leves.

A busca por referências

É engraçado que quando a gente tem algum conflito assim, vai buscar modelos para validar as nossas crenças.

“Tá vendo, aquela mãe do Instagram consegue fazer os melhores pratinhos para os filhos”.

“Todo mundo comemora mês versário do filho. Ela vai no parquinho no meio do dia com o filho”.

Ou seja, a gente pega meia dúzia de pessoas como referência, aquilo vira TODO MUNDO, olha alguns clipes do dia da pessoa e ainda se culpa por não conseguir chegar no mesmo nível de perfeição.

Agora, pára tudo!

Respira bem fundo e reconheça o quão incrível você é.

Para mim, a chave dessa questão de 1 milhão de dólares que todas as mães passam em algum momento na vida – voltar ao não ao trabalho… e a resposta principal na minha visão é que você crie o seu modelo próprio de mãe.

Uma mãe real e não virtual. Uma mãe que come, que se cansa, que tem sonhos, desejos. Uma mãe de carne e osso.

Alguém com um coração que está fora do peito e que não está pronta.

Quando você tem isso em mente, você começa a criar a rotina que vai funcionar para você e para a sua família.

Quando o assunto é maternidade e carreira, vale fazer alguns testes.

Eu não tive rede de apoio assim de ter mãe, sogra por perto então…

A época que eu tive que ir para o escritório, eu já coloquei um dos meus filhos na escola, mas já fiz uma experiência com babá também. E eu já optei por trabalhar de casa também.

Dependo da fase em que eu estava, eu já cozinhei todos os dias, já separei um dia na semana para cozinhar e adiantar tudo e tive uma fase em que eu contratava uma pessoa para vir cozinhar na minha casa e deixar comida caseira congelada porque eu chegava do trabalho tarde e o tempo que eu tinha, eu queria curtir o meu filho e não ficar cozinhando.

Eu já tive licença maternidade de 3 meses e parei de trabalhar, já tive de 3 meses com extensão de mais 3 no segundo filho e voltei a trabalhar remoto, indo duas vezes na semana para o escritório e na terceira filha, eu estava começando um negócio próprio, trabalhava por conta e não tive licença maternidade.

Percebe como depende muito do seu momento de vida e do que você deseja?

Tento essa clareza, você vai buscar alternativas para criar a sua própria fórmula de sucesso.

Depois da maternidade, o tempo para o trabalho não é mais o mesmo.

Uma coisa é fato, você não tem mais as mesmas horas semanais para dedicar exclusivamente ao seu trabalho.

A sua vida mudou, as suas prioridades mudaram. Nem por isso, você é mesmo profissional ou competente do que qualquer um dos seus companheiros de trabalho, apesar de infelizmente não ser o que muita gente pensa.

Então, provavelmente você vai precisar adaptar a sua rotina no trabalho e em casa.

Criar novos métodos, já sabendo que isso vai se modificando também à medida que o bebê vai crescendo e vai tendo outras necessidades.

Vou dividir alguns aprendizados que eu daria à minha filha.

Mas eu não quero te deixar sem dica nenhuma, então vamos a alguns aprendizados que eu gostaria de deixar para a minha filha, quando ela estiver nessa fase.

  • Aquilo que eu já até falei no começo, permita-se ouvir o seu coração. É uma decisão que você pode rever se achar que não está funcionando.
  • Permita-se receber ajudar e pedir ajuda também. Estar cansada, precisar de um tempo não significa que você está cansada do seu bebê. Você não tem que provar nada a ninguém e não está participando de nenhum concurso de quem dá conta de mais coisa sem cair estatelada no chão.
  • As pessoas nunca farão igual a você, mas isso não significa que farão pior ou melhor, simplesmente diferente.
  • Quantidade de tempo com as crianças é importante, mas qualidade desse tempo também. Então, se você conseguir rever algumas coisas na sua rotina e definir prioridades, eliminar algumas coisas, reduzir ou facilitar outras vai te ajudar também.
  • A minha quinta dica é para tentar usar o exemplo dos executivos de grandes empresas. Para que uma executiva consiga ter cabeça para tomar decisões importantes, ela não pode dividir o mesmo espaço da cabeça dela com: “preciso comprar papel higiênico para a minha casa, marcar dentista e preparar o material daquela reunião importante de amanhã”. Ela precisa o quê, definir prioridades e criar um sistema em torno disso, para que as coisas funcionem.

Me desculpem as que não gostam de rotina ou de método, mas aqui está a chave do sucesso.

É importante ser espírito livre, deixar a criatividade fluir, fazer o que dá na telha… sim, mas as coisas funcionam quando há um processo por trás disso.

Por exemplo:

  • Ter lista de supermercado para não perder tempo e quem pode, comprar online.
  • Tentar organizar um cardápio da semana assim você não tem que ficar pensando o que fazer todos os dias e se sentir culpada porque não conseguiu preparar o que gostaria.
  • Envolver a família nas rotinas da casa.
  • Rever as atividades do seu trabalho, o que pode ser delegado, eliminado ou otimizado.
  • Criar rotinas dentro do possível, no trabalho e em casa. Horários de banho, brincadeiras, tempo para você…

O lance aqui é você tirar o excesso de coisas da sua cabeça e criar sistemas no papel e com pessoas da sua rede de apoio para que a sua rotina como mãe, mulher e profissional, funcione.

É isso! Espero que tenha te ajudado de alguma maneira, me conta aqui embaixo nos comentários se ajudou e se você faz alguma coisa diferente que talvez eu não tenha mencionado.

Lá no Instagram eu estou sempre compartilhando uma pouco da minha rotina com as crianças e o trabalho. Às vezes rola até uma receitinha prática e saudável então, se você ainda não me segue, me acompanha por lá também.

E se você quiser ter mais alguns insights nesse tema, dá uma olhada neste vídeo que está lá no YouTube!

 

 

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